
domingo, 29 de novembro de 2009
Amparo oportuno...
Pingos de Discernimento
Ah, Senhor!
Se eu tivesse
Que pedir algo,
Eu pediria
Pingos de discernimento;
Pingos,
Pois o Senhor sabe
O quanto para mim é lento,
Compreender
Quem nem tudo
Que leio ou escuto
É ensinamento;
Pingos,
Pois quero ir devagar
Chegar bem
Bem chegar;
Por isso te peço
Pinga discernimento
Em mim
Ou pensando bem...Nem precisa pedir, não é?
Frank
PRECE DO SERTÃO
Ivan Vilela
Oi Deus, nóis tá sempre pedindoas coisas pro Sinhô
Nóis pede dinheiro
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê, e se chove demais
nóis pede pra pará,mó de a coieita num fartá.
Nóis pede amô.
Nóis pede pra casá
Nóis pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz
Nóis pede pra deslindá os nó quanoas coisas cumprica,Mó de a vida corre mió.
Quano a coisa aperta, nóis reza pedindotudo que farta.
É uma pedição sem fim, e quano as coisasdá certo,
nóis vai na igreja mais perto e no pé de algum Santoque seja de devoção,
nóis deixa uns mirreis,
e lá nos cofre da frente,nóis coloca mais uns tostão.
Mais hoje, Meu Sinhô,
bateu uma coisaisquisita e me puis a matutá.
Nóis pede e pede.
Mas nóis nunca pergunta coméque o sinhô tá.
Se tá triste, o tá contente.
Se percisa darguma coisa que agente possa ajudá.
E por esse esquecimento,o sinhô há de adescurpá.
Ói Deus, nóis sempre pensa que osinhô não percisa de nada,mais tarvêz não seja assim,
Tarvêz o sinhô percisa de mim.
Sim...O sinhô percisa sim.Percisa de minha bondade.
Percisa de minha alegria.
Percisa da minha caridade.
No trato c´os irmão.
Nóis semo a Sua Criação.
Nóis num pode fazê feio.
Nem fica fazeno rodeio.
Mó de desapontá o sinhô.
Nem amargá o seu sonho,que foi seu sonho de amô,quando essa terra todinha criô.
Ói Deus, eu prometo vô rezá de outro jeito.
Vô para com a pediçãoe trocá milagre por tustão.
Tarvêz até eu perca uma graça,mas antes eu vô vê direitinhoo que é que andei fazeno de bão.
E se nada de bão eu encontrá,muito vou me envergonhá,e ainda vô te pedi perdão.
Postado originalmente por Giancarlo Salvagni em seu blog:http://kaleidoscopo.blogspot.com
Oi Deus, nóis tá sempre pedindoas coisas pro Sinhô
Nóis pede dinheiro
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê, e se chove demais
nóis pede pra pará,mó de a coieita num fartá.
Nóis pede amô.
Nóis pede pra casá
Nóis pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz
Nóis pede pra deslindá os nó quanoas coisas cumprica,Mó de a vida corre mió.
Quano a coisa aperta, nóis reza pedindotudo que farta.
É uma pedição sem fim, e quano as coisasdá certo,
nóis vai na igreja mais perto e no pé de algum Santoque seja de devoção,
nóis deixa uns mirreis,
e lá nos cofre da frente,nóis coloca mais uns tostão.
Mais hoje, Meu Sinhô,
bateu uma coisaisquisita e me puis a matutá.
Nóis pede e pede.
Mas nóis nunca pergunta coméque o sinhô tá.
Se tá triste, o tá contente.
Se percisa darguma coisa que agente possa ajudá.
E por esse esquecimento,o sinhô há de adescurpá.
Ói Deus, nóis sempre pensa que osinhô não percisa de nada,mais tarvêz não seja assim,
Tarvêz o sinhô percisa de mim.
Sim...O sinhô percisa sim.Percisa de minha bondade.
Percisa de minha alegria.
Percisa da minha caridade.
No trato c´os irmão.
Nóis semo a Sua Criação.
Nóis num pode fazê feio.
Nem fica fazeno rodeio.
Mó de desapontá o sinhô.
Nem amargá o seu sonho,que foi seu sonho de amô,quando essa terra todinha criô.
Ói Deus, eu prometo vô rezá de outro jeito.
Vô para com a pediçãoe trocá milagre por tustão.
Tarvêz até eu perca uma graça,mas antes eu vô vê direitinhoo que é que andei fazeno de bão.
E se nada de bão eu encontrá,muito vou me envergonhá,e ainda vô te pedi perdão.
Postado originalmente por Giancarlo Salvagni em seu blog:http://kaleidoscopo.blogspot.com
sábado, 17 de outubro de 2009
SEGUNDAS LEITURAS
Pouco tempo para colocar aqui as impressões que tenho... Por isso é sempre bom termos tempo para uma...
SEGUNDA LEITURA
Eu estava lendo aquele livro pela segunda vez. E li algo que não tinha chamado a minha atenção.
Mudou o livro ou mudou a minha visão?
Misteriosa é a percepção com seus mil leques de visões que mudam quando abrimos os olhos para uma segunda leitura;
Interessante é o pensamento que se amplia quando abrimos a mente para um segundo ponto de vista.
Frank
SEGUNDA LEITURA
Eu estava lendo aquele livro pela segunda vez. E li algo que não tinha chamado a minha atenção.
Mudou o livro ou mudou a minha visão?
Misteriosa é a percepção com seus mil leques de visões que mudam quando abrimos os olhos para uma segunda leitura;
Interessante é o pensamento que se amplia quando abrimos a mente para um segundo ponto de vista.
Frank
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Conto de fadas para mulheres do séc. 21 - II

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e
pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava
de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã(sapo).
Então, a rã(sapo) pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito,rico... Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei- me nesta rã(sapo) asquerosa.
(pq será que a bruxa fez isso???)
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe
e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo.
A minha mãe (filhos, ex-ss,cachorros,gatos,periquitos,nóias) poderia vir morar conosco e
tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
Nem fo...den...do!
(Luís Fernando Veríssimo)
sábado, 15 de agosto de 2009
A fábula do Porco Espinho

Há milhões de anos, durante uma era glacial, quando parte do nosso planeta esteve coberto por grandes camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições.
Foi então que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver começaram a se unir e juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Foi então que uma grande quantidade de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver começaram a se unir e juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam uns aos outros, aqueciam-se mutuamente, enfrentando por mais tempo aquele frio rigoroso.
Porém - vida ingrata - os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital. Questão de vida ou morte.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram morrer de frio, congelados.
E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Doíam muito...
Mas essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram morrer de frio, congelados.
Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com cuidado, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos e dores uns nos outros.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.
Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram.
É fácil trocar palavras. Difícil é interpretar o silêncio.
É fácil caminhar lado a lado. Difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto. Difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos. Difícil é reter o calor.
É fácil conviver com pessoas. Difícil é formar uma equipe.
É fácil caminhar lado a lado. Difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto. Difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos. Difícil é reter o calor.
É fácil conviver com pessoas. Difícil é formar uma equipe.
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